Ao longo de minha carreira tenho encontrado situações muito inusitadas onde a prática do exercício da liderança tem me mostrado ser a ante-sala do sucesso de qualquer empreendimento.
Pela experiência mais voltada com pequenas empresas, - e empresários competentes administrando estruturas de pequeno porte, mas nem por isso menos complexas que as de grandes corporações - a competência necessária para que seus líderes obtivessem resultados, através das pessoas, tinha como indicador de sucesso o efetivo grau de compromisso desses líderes para com os empreendimentos em questão.
E compromisso é um sentimento que vem do "querer fazer". Não dá para avaliar o grau de compromisso antes dele ser exigido. E só dá para sentir de fato se as pessoas estão comprometidas na ação, depois que o processo iniciou, em andamento. Antes disso é mera intenção.
Como conhecedor de comunicação triádica (Cibernética Social), me atrevo a oferecer algumas "ferramentas"que possam ajudar você leitor, a descobrir o grau de compromisso de sua equipe. Como praticante de Sistemas da Qualidade vamos chamar este processo de "Avaliação do Grau de Compromisso". Estas perguntas devem ser feitas primeiramente a você empresário ou dirigente, e depois repassadas a seu grupo.
Lembre-se: o grau de compromisso é importante em toda a empresa, mas não adianta a operação estar comprometida se a administração executiva não estiver; portanto este é um exercício para ser feito olhando os executivos da empresa.
Do lado do sentimento:
Os diálogos resumem-se a "...Fulano é incompetente! Cicrano é falso! Cuidado com Beltrano!..."?
É ouvida sempre a frase: "O chefe mandou..."?
Executivos comportam-se demasiadamente sérios na presença do diretor e na sua saída, viram as crianças "que o pai deixou na escola"?
Decisões são baseadas em particularidades como por exemplo: "... Fulano não consegue realizar seu trabalho mas, tem tantos problemas em casa..." acontecem com freqüência?
Do lado do pensamento:
"Você tem certeza que isso foi ensinado?" (E foi!).
"Me ensinaram isso mas não entendi nada! Eles entenderam!? Problema deles!"
"Tive que parar minha faculdade por causa de tanto trabalho..."
"Não sei para que servem tantos indicadores..."
Do lado da ação:
O plano estratégico está sendo cumprido, de fato?
Reuniões tem começo, meio e fim?
Reuniões duram o tempo planejado?
Prioridades são mantidas, ou a qualquer nova solicitação "...é mais importante esta última, deixe isso pra depois...".
Prazos são cumpridos, mas com a pressão exercida no final do tempo limite para a execução?
Planos de treinamento são cumpridos?
Existem planos de ação sendo seguidos?
Joel Bueno da Costa Filho tem mais de 20 anos de experiência nas áreas em que atua, atendendo clientes tais como: Ford, Villares, Akzo Nobel, dentre inúmeros outros. É formado em Administração de empresas e pós graduado em Recursos Humanos.
Decisão Consultoria - www.decisao.srv.br
Tel: (11) 6194-3773
E-mail: joel@decisao.srv.br