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 Saiba analisar o que sua empresa quer de você
Em alguns momentos na vida profissional é possível saber como agir, já que a ética reina e deve ser o guia de relação entre as pessoas. Contudo em determinadas situações é difícil determinar o que a empresa, ou seu chefe, espera de você.

Saber isso significa garantir sua saúde profissional. Ter em mente o que quer e aonde pode chegar, correspondendo aos desejos da empresa, o faz ficar mais tranquilo e apto à inovar. Mas você sabe o que sua empresa espera de você?

Questione
Pergunte! Esta é a melhor forma de saber o que deve ser feito e quais os resultados esperados. Faça isso frequentemente, já que os planos podem mudar e os objetivos da empresa também, o que é comum em um mercado competitivo.

Quais qualidades aprecia em um funcionário? Quais assuntos ou atividades são mais importantes? Todas as respostas devem ser reveladas para que você saiba como agir.

Se tiver mais que um chefe, pergunte para o outro, já que pode ter ponto de vista diferente. Também peça um feedback.

E quando não é possível?
Perguntar é simples, mas pode ser complicado devido ao tempo corrido nas jornadas de trabalho. Por isso, é preciso saber interpretar conversas informais. Se seu chefe critica um outro funcionário, o que pode não ser ético, mas necessário, tenha a situação como lição.

Aprenda com seus erros e releve o que captar sobre os equívocos cometidos pelos outros. Assim poderá chegar a um comportamento mais ideal e a uma análise mais crítica sobre seu trabalho.

Além disso, você pode interpretar situações: está abarrotado de trabalho e seu chefe lhe delegou mais tarefas, mesmo com os outros funcionários com mais tempo disponível? Pode ser indício de confiança e de que ele aposta em você para o futuro.



Fonte: Folha Online


 Experiência apenas em empresa familiar impede busca por colocação?
Depois de ter terminado a faculdade, você logo começou a trabalhar na empresa de um parente. Com a intenção de ficar apenas alguns meses, acabou ficando bem mais tempo.

Imagine que você passou a vida inteira apenas nesta companhia, mas agora pretende buscar outras oportunidades no mercado de trabalho, seja porque o negócio não deu certo ou por escolha particular. Essa experiência pode ajudar ou atrapalhar seus objetivos?

De acordo com a consultora de Recursos Humanos do Grupo Catho, Gláucia Santos, ter apenas a experiência de trabalhar em empresa familiar pode ser prejudicial no momento da busca por uma colocação somente se o candidato mostrar certo comodismo.

Sem desafios

Se ficar claro que a pessoa não buscou nenhum tipo de aprendizado diferenciado, trabalhar na empresa familiar vai ser visto de forma negativa.

Isto porque pode-se pensar que a pessoa ficou naquele posto por não querer novos desafios e por ter a segurança de não ser mandado embora porque tinha parentes na empresa. Este tipo de pensamento coloca em dúvida a competência do profissional.

O que deve ser feito para driblar esta realidade é sempre buscar mais aprendizado dentro da empresa familiar. Mude de cargos e de funções ou faça projetos inovadores. Mas deixe claro aos selecionadores estas atividades.

Depende do cargo

Segundo a consultora, se a pessoa ocupou durante todo o tempo cargos de chefia, isto pode ser visto como negativo no momento da busca por outra vaga no mercado de trabalho.

"O selecionador pode ver com preconceito porque esta pessoa terá mais dificuldades em lidar com a liderança dos outros e com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)", disse.

Esta pessoa ainda deve tomar cuidado com o comportamento. Isto porque, se antes tinha mais liberdade por estar num ambiente familiar, agora a relação é mais formal.

Deixe claro para o selecionador que sabe diferenciar estas duas situações, falando apenas quando perguntado e não conversando paralelamente durante a exposição de outros candidatos.




Fonte: Folha SP


 Compromisso gera Competência. E não o contrário.
Ao longo de minha carreira tenho encontrado situações muito inusitadas onde a prática do exercício da liderança tem me mostrado ser a ante-sala do sucesso de qualquer empreendimento.

Pela experiência mais voltada com pequenas empresas, - e empresários competentes administrando estruturas de pequeno porte, mas nem por isso menos complexas que as de grandes corporações - a competência necessária para que seus líderes obtivessem resultados, através das pessoas, tinha como indicador de sucesso o efetivo grau de compromisso desses líderes para com os empreendimentos em questão.

E compromisso é um sentimento que vem do "querer fazer". Não dá para avaliar o grau de compromisso antes dele ser exigido. E só dá para sentir de fato se as pessoas estão comprometidas na ação, depois que o processo iniciou, em andamento. Antes disso é mera intenção.

Como conhecedor de comunicação triádica (Cibernética Social), me atrevo a oferecer algumas "ferramentas"que possam ajudar você leitor, a descobrir o grau de compromisso de sua equipe. Como praticante de Sistemas da Qualidade vamos chamar este processo de "Avaliação do Grau de Compromisso". Estas perguntas devem ser feitas primeiramente a você empresário ou dirigente, e depois repassadas a seu grupo.

Lembre-se: o grau de compromisso é importante em toda a empresa, mas não adianta a operação estar comprometida se a administração executiva não estiver; portanto este é um exercício para ser feito olhando os executivos da empresa.


Do lado do sentimento:
Os diálogos resumem-se a "...Fulano é incompetente! Cicrano é falso! Cuidado com Beltrano!..."?
É ouvida sempre a frase: "O chefe mandou..."?
Executivos comportam-se demasiadamente sérios na presença do diretor e na sua saída, viram as crianças "que o pai deixou na escola"?
Decisões são baseadas em particularidades como por exemplo: "... Fulano não consegue realizar seu trabalho mas, tem tantos problemas em casa..." acontecem com freqüência?

Do lado do pensamento:
"Você tem certeza que isso foi ensinado?" (E foi!).
"Me ensinaram isso mas não entendi nada! Eles entenderam!? Problema deles!"
"Tive que parar minha faculdade por causa de tanto trabalho..."
"Não sei para que servem tantos indicadores..."

Do lado da ação:
O plano estratégico está sendo cumprido, de fato?
Reuniões tem começo, meio e fim?
Reuniões duram o tempo planejado?
Prioridades são mantidas, ou a qualquer nova solicitação "...é mais importante esta última, deixe isso pra depois...".
Prazos são cumpridos, mas com a pressão exercida no final do tempo limite para a execução?
Planos de treinamento são cumpridos?
Existem planos de ação sendo seguidos?

Joel Bueno da Costa Filho tem mais de 20 anos de experiência nas áreas em que atua, atendendo clientes tais como: Ford, Villares, Akzo Nobel, dentre inúmeros outros. É formado em Administração de empresas e pós graduado em Recursos Humanos.
Decisão Consultoria - www.decisao.srv.br
Tel: (11) 6194-3773
E-mail: joel@decisao.srv.br



 Perfil polivalente facilita entrada no mercado
A cada ano, as instituições de ensino superior formam cerca de 600 mil profissionais, segundo o Ministério da Educação. Mas nem todos os alunos que concluem o ensino superior conseguem se estabelecer profissionalmente na área em que escolheram.

Além dos postos serem restritos, a realidade é que o mercado simplesmente não consegue absorver a grande quantidade de profissionais disponíveis. Nesse cenário, é preciso buscar novas formas de se ocupar uma posição no mercado.

Segundo o especialista em Sociologia do Trabalho Luiz Guilherme Brom, professor da FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), quem deseja ter sucesso precisa aprender a enxergar as características do mercado e as diversas possibilidades de trabalho que a profissão escolhida oferece, procurando atividades correlatas e descobrindo novas opções.

"Quanto mais bem preparado e criativo o profissional for, menos sofrerá o impacto das instabilidades do mercado de trabalho", diz. Para ele, que há oito anos estuda o tema da educação para o trabalho, existe uma diferença entre formação e ocupação, por isso nem todos que se formam em uma determinada área atuam nela obrigatoriamente.

"As oportunidades nas profissões tradicionais estão cada vez mais escassas, por isso é tão importante estar atento aos movimentos laterais do mercado. Não é raro vermos engenheiros trabalhando com Marketing e médicos na área de Gestão", diz ele, que também dirige o Centro de Estudos Interdisciplinares do Trabalho (CEIT), da Fecap.

No Brasil, o diploma num curso superior, que há até pouco tempo era um sinal de ascensão social, quase um objeto de desejo, é hoje apenas o ponto de partida para quem quer se fortalecer na carreira. Também pudera, diante da grande concorrência.

Existem mais de 18 mil cursos superiores em todo o país, que concentram uma população universitária de quase 4,2 milhões pessoas, de acordo com dados do último Censo da Educação Superior. Para piorar, existe uma lacuna entre o perfil dos profissionais que entram no mercado de trabalho e as necessidades das empresas.

Nesse momento, dizem os especialistas, o desafio para as instituições de ensino é justamente oferecer uma formação ampla, mas ao mesmo tempo direcionada, capaz de preparar o aluno a enxergar nesses movimentos oportunidades de sucesso.

O lado positivo, defendem, é que os limites entre as profissões estão cada vez mais tênues e as chances aparecem para quem olha para fora. "A idéia do conhecimento compartimentado é uma ilusão. O mundo quer pessoas múltiplas", diz Brom.

Educação Superior em números (*)

- Em 1997, existiam 900 instituições de ensino superior no Brasil. Em 2004 este número aumentou para 2.013, sendo que 1.978 são particulares.

- No mesmo período, o número de ingressantes nos cursos de graduação saltou de 574 mil para 1,3 milhão.

- Dos graduados em 2004, 72% são provenientes de instituições de ensino superior privadas e 28% das públicas.

- Os cursos mais procurados são Direito, Administração e Pedagogia, que juntos somam mais de 30% do total de pessoas graduadas

(*) Fontes: MEC e IBGE



Fonte: Site Canal Executivo


 Empresa pública é quem mais contrata estagiários
É a esfera pública quem mais contrata estudantes cujo perfil ultrapassa a idade tradicional, aponta o levantamento do Ciee relacionado a estágios.

Na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), esse cenário também se confirma. Dos 250 alunos de 40 a 50 anos, 26 fizeram estágio em 2006 --e apenas 2 deles estiveram alocados em firmas do setor privado.

Independentemente da esfera de trabalho, esses alunos contam com a "vantagem" de ingressar no mercado de trabalho via estágio. Já quem busca um emprego tem de seguir outro caminho: o da capacitação.

"O sucesso competitivo cada vez mais depende do aprendizado, mas a maioria das pessoas, infelizmente, não sabe aprender", afirma Maria Bernadete Pupo, consultora de desenvolvimento de carreira.

Para ela, ao buscar um emprego, profissionais com mais de 40 anos podem ser divididos em dois grupos principais.

Existem os que têm objetivos bem definidos e estão preparados para trabalhar com ou sem carteira assinada e aqueles que "se dedicaram em demasia às organizações por onde passaram", sem se preocupar com a manutenção do seu conhecimento no decorrer dos anos.

"Com certeza, os primeiros terão mais facilidade em se recolocar", determina Pupo, autora do livro "Empregabilidade Acima dos 40 Anos". Os demais, diz, terão de buscar capacitação ou flexibilizar escolhas.

Preconceito

Agenir Josefa de Matos, 43, está no quarto ano de biblioteconomia. Para ela, pelo perfil do trabalho, a maturidade também conta a favor. "Mas acho que parte das companhias prefere estagiários mais jovens."

"O preconceito existe, mas pode ser dissipado", afirma Lúcia Rorato, diretora de operações da consultoria S&L. De acordo com ela, a preferência por profissionais com menos idade "pode pôr em risco a harmonia do time".

"A justificativa para essas restrições se deve à idéia preconceituosa de que profissionais acima de 40 anos imprimem menos ritmo de trabalho e são menos ambiciosos", diz.

"É um equívoco. Em algumas empresas, a convivência entre o jovem arrojado e o profissional maduro resulta em ações equilibradas e assertivas", complementa Rorato.

Aos que sentem alguma rejeição ao buscar vagas, as especialistas recomendam associar a idade aos pontos relevantes do histórico profissional.

Temporária

Formada em administração de empresas, Eliete do Vale Moreira, 41, atualmente é estudante da graduação em contabilidade. "Eu quis dar uma guinada na minha vida", explica.

Em seu terceiro estágio, Moreira explica que os aumentos sazonais na busca por estagiários dessa área fazem com que haja espaço para todo mundo. Moreira diz querer seguir auditoria. E reforça: "Eu não sou estagiária, estou estagiando".




Fonte: Jornal Folha de SP


 Na entrevista é que a vaga é conquistada

Cada vez que vejo o número de candidatos a uma vaga de emprego limpo os olhos para me certificar de que não estou enganado. Sinto pena dessa garotada que se atropela para encontrar um lugar ao sol.

A estatística chega a ser desanimadora -de 15 mil a 25 mil candidatos para 15 a 20 vagas. Há casos em que a procura para esse número de vagas ultrapassa a marca dos 100 mil pretendentes. Lógico que não são todas as empresas, nem todas as atividades que oferecem tão poucas vagas para esse número elevado de candidatos, mas a concorrência é sempre muito grande.

Nos últimos anos, tenho recebido no meu curso de expressão verbal, com freqüência crescente, jovens interessados a aprender a falar bem na peregrinação que fazem em busca de uma chance no mercado de trabalho. As mesmas orientações que tenho dado a eles vou passar agora a você, para que amplie suas chances de se sair bem numa entrevista e conquiste o emprego que tanto deseja.

Ah, e se você já estiver empregado, fique atento, porque as mudanças na vida profissional ocorrem quando menos se espera.

Talvez você não se dê conta, mas ao chegar para a entrevista já terá passado por uma fina seleção. Estará entre candidatos que possuem mais ou menos o seu preparo. A mesma formação acadêmica, o domínio das mesmas línguas, a mesma competência tecnológica, a mesma experiência profissional. A entrevista irá avaliar se além de todos esses pré-requisitos você possui o perfil ideal para a empresa e para a função que deverá ocupar.

É agora, no momento da entrevista, que começa a verdadeira competição. O que você tinha de fazer para se capacitar e chegar até ser entrevistado já fez; daqui para frente estará por sua conta.

Hoje vou falar das preliminares, alertar para os cuidados que você deve tomar antes de chegar na frente do entrevistador. Na próxima semana vou mostrar como deverá agir quando estiver diante dele.

Faça a lição de casa antes da entrevista
Vamos começar pela página um da cartilha. São detalhes que provavelmente nem precisariam ser comentados, mas que se forem deixados de lado você não passará nem sequer da primeira conversa.

Se você for homem, por mais que você goste da sua juba, não vacile, meta a tesoura na cabeleira. Quase todos os entrevistadores dão preferência a entrevistados com cabelos curtos. São raras as atividades que não se incomodam com esse aspecto da aparência -algumas agências de publicidade, empresas de informática e mais meia dúzia de organizações "descoladas". E só. Por isso, se deseja conquistar o emprego, apare os cachos.

Você usa bigode? Bonito, bem aparado? Mas, precisa muito do emprego? Hum, pelo menos no período das entrevistas seria melhor tirá-lo da frente. Eu sei que, se você usa, é porque gosta do bigodinho, ou é uma exigência da mulher ou da namorada que não se cansa de dizer como ele dá um charme todo especial a você. Entretanto, mais de 90% dos entrevistadores preferem candidatos que não usam bigode.

Dê uma checada nas unhas. Verifique se elas estão cortadas e limpas. Com unhas de gavião talvez você não passe nem da recepcionista.

Capriche no figurino. Se não quiser errar, use terno azul marinho, cinza escuro ou preto. Para essas cores a melhor combinação é feita com meias da mesma cor do terno. Você sabia que os primeiros detalhes que as mulheres observam no homem são os sapatos e a gravata? Com o entrevistador talvez não seja muito diferente. Por isso, para essas roupas que acabei de sugerir, escolha sapatos pretos -sempre limpos e engraxados. Embora tenha certa liberdade para combinar a gravata, tome cuidado com as cores espalhafatosas ou que fiquem em desarmonia com o conjunto.

Se você for mulher, prefira vestir um tailleur elegante, discreto. Use maquiagem suave e, assim como os homens, cabelos preferencialmente curtos e com bom corte. Quando for participar de dinâmicas de grupo prefira usar calça comprida para ter mais liberdade e se sentir mais à vontade.

Em todos os casos, sendo você homem ou mulher, vá para a entrevista vestido sempre de maneira formal, mesmo que a região seja propícia para roupas mais informais, como cidades praianas e interioranas. Vale a pena seguir as orientações de um bom livro de moda. Verifique especialmente o capítulo sobre roupas clássicas, para conhecer melhor as combinações mais adequadas.

Como você deseja acertar, talvez quisesse fazer esta pergunta: Polito, o que mata as chances de um candidato? Segure firme que lá vão os pecados capitais.

Se o candidato for fumante ou rechonchudo já chegará em desvantagem. Se você entrou para esse grupo de risco, não fique chateado comigo, são as pesquisas que constatam que mais de 70% dos entrevistadores têm restrições a fumantes e a obesos.

Assim como também torcem o bico quando descobrem que o candidato presta serviços de consultoria independente. A receptividade não é das melhores se o candidato for dono de uma empresa ou se dedicar a algum negócio paralelo. É importante você ter essas informações para não chegar falando maravilhas do seu negocinho paralelo, como se fosse uma grande vantagem.

Pode levar desvantagem também quem estiver beirando um ano como desempregado, ou ainda ultrapassando a linha dos 50. Eu sei que é nessa idade que você está no auge da experiência e da produtividade. Mas o que fazer se essa turma é chegada nos garotões?

Mulher com filho em idade que exija muito da sua atenção também perde uns pontinhos na competição. Digamos que é um pecado venial.

E para concluir a lista dos contra, as chances do candidato despencarão se permaneceu empregado por menos de dois anos em cada empresa.

Não significa que você será barrado se esbarrar em um ou mais desses aspectos restritivos, mas é bom botar a barbinha de molho para enfrentar dificuldades maiores. Ah, já que a barbinha ficou de molho, dê uma boa aparada nela.

Continue cuidando das preliminares
Falando em lição de casa, procure saber o máximo que puder sobre a empresa que irá entrevistá-lo. Quase todas possuem informações disponíveis na Internet que poderão ser muito úteis nas conversas que mantiver com os entrevistadores.

Tome cuidado para não querer ensinar o pai-nosso ao vigário e começar a dar aulas para o entrevistador. Mas inteire-se da nacionalidade, origem, países onde atua, ramo de negócio, principais produtos, faturamento, concorrência, clientes e, principalmente, se foi motivo de alguma boa notícia nos últimos tempos. Será muito mais apropriado falar sobre a empresa do que a respeito de assuntos que não estejam relacionados com o trabalho que irá desenvolver.

Durante a semana da entrevista, leia os jornais para saber quais são as notícias mais importantes. Esteja muito bem informado para falar sobre qualquer tipo de assunto.

Parece absurdo precisar dar esta orientação, mas a experiência mostra que é um cuidado muito relevante. Estude muito bem seu próprio currículo. Durante a entrevista você precisará ser coerente. Assim, se informou no currículo que seu inglês é fluente, não poderá mudar a história e dizer que possui apenas o nível intermediário; ou, da mesma forma, se disse que tem facilidade para falar em público, não poderá revelar depois que nunca enfrentou uma platéia. Esse tipo de incoerência poderá ser fatal para suas pretensões.

Saiba também quem será o entrevistador, o cargo que ocupa, qual o nome dele e como deve ser pronunciado.

Faz parte da lição de casa dirigir-se ao local da entrevista com antecedência suficiente para chegar pelo menos 15 minutos antes do horário marcado.

Antes de sair, verifique se está levando seus documentos e uma cópia do currículo. Mesmo que já tenha mandado um exemplar, não custa nada se prevenir e levar mais um.

Você está prontinho para enfrentar a fera. Na semana que vem vou mostrar como você deverá falar com o entrevistador.

Reinaldo Polito é mestre em ciências da comunicação, palestrante e professor de expressão verbal. Escreveu 15 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares

Site: www.polito.com.br
e-mail: polito@reinaldopolito.com.br


 Aproveite o ano novo e mude....
Ano novo, vida nova. O ditado é velho, mas está recheado de razões. Afinal, a época é mesmo propícia para se repensar muitas coisas, traçar planos e construir sonhos. Que tal uma promoção, ou um emprego novo, trocar de carro, viajar, ou perder alguns quilos? Enfim, o céu é o limite na hora de se listar as metas para o ano que se inicia. Muitas são até difíceis de serem alcançadas, mas nenhuma delas é impossível.

"Todas as promessas típicas desta época podem se concretizar se as pessoas souberem aproveitar melhor suas vocações e talentos", diz o consultor Mauro Press, gestor de talentos pela organização Condor Blanco Internacional e médico pós-graduado em psicologia Junguiana.

Mauro chancela o que diz com a pesquisa. Ele já investigou mais de quinhentos tipos diferentes de habilidades, talentos, competências e características de personalidade que servem de incentivos para o prazer e o sucesso nas relações profissionais e pessoais.

"Geralmente essas competências são subutilizadas por causa de imposições sociais que restringem nossa espontaneidade, por experiências ruins no passado ou porque as pessoas deixam que suas debilidades se sobreponham aos seus pontos positivos", explica. Ao mapear os talentos próprios e definir prioridades, é possível, diz Mauro Press, dar uma guinada na vida profissional e pessoal e criar metas para conciliar estudo, diversão, relacionamento e trabalho.

Ele baseia seu método na união de técnicas ancestrais e modernas. Entre as ancestrais está o xamanismo, tradição milenar de sabedoria indígena conhecida, entre outras coisas, por identificar no talento infantil a base para o futuro encaminhamento que cada indivíduo deve dar aos estudos e ao trabalho.

Entre as modernas, estão as últimas tendências na orientação vocacional e a gestão de talentos e competências, agora em alta nas empresas. Dessa experiência nasceu a Técnica Diamante, uma referência à lapidação de uma gema preciosa. Trata-se de um mapeamento de talentos que começa com dinâmicas de grupo ou consultas individuais.

"O primeiro passo é identificar as vocações das pessoas e seus anseios, com conversas e atividades. O que mais lhe dava prazer quando era criança? Que elogios mais recebeu em sua vida? São mais de trinta perguntas abertas e um teste com duzentas afirmações. Adicionadas à dinâmicas, resultam em um diagnóstico acurado. Depois é preciso conhecer as debilidades que podem atrapalhar os talentos e a realização de sonhos de cada um, para gerenciá-las ou transformá-las em habilidades", diz Mauro.

O passo seguinte é orientar a pessoa a escrever um projeto estratégico de carreira e de vida que exponha com clareza os objetivos e desempenho a serem alcançados e os prazos correspondentes.

A técnica pode ser usada para os mais diversos objetivos. Em todos, é importante traçar definições e metas. Para quem busca uma recolocação no mercado de trabalho, o momento é bastante apropriado. De acordo com a consultora Rejane Mállaco, da Laboredomus - Gestão em RH, apesar de as pessoas terem a idéia pré-concebida de que os negócios só voltam ao normal depois do Carnaval, nem sempre é assim. A especialista apresenta algumas dicas para quem pretende se lançar ao mercado:

- Tenha claro qual seu objetivo profissional, o que gostaria de fazer, em que se sentiria melhor trabalhando.
- Defina em qual mercado pretende se inserir.
- Identifique quais as empresas que são interessantes para você.
- Ative sua rede de contatos e procure estabelecer relacionamentos com profissionais que possam transmitir informações atualizadas sobre esse mercado, sobre as expectativas reais com relação à atuação de profissionais de sua área nas empresas que você selecionou como seus alvos e busque contatos com profissionais que atuem nelas.
- Analise seu currículo com base nessas considerações e veja o que você deveria agregar de conhecimento para estar mais apto.
- Verifique quais foram suas realizações e como podem contribuir significativamente para a empresa em que está ou pretende trabalhar.
- Por fim, não se esqueça que você deve conciliar esse empenho em sua carreira de maneira equilibrada, levando em consideração questões essenciais como a saúde, lazer, um tempo "para você" e, como em muitos casos, sua dupla jornada de trabalho.

A época do ano também deve ser aproveitada por aqueles que estão empregados, mas estão insatisfeitos. Afinal, um emprego que reuna satisfação pessoal, aprendizado constante, ambiente agradável e ganhos financeiros é o sonho de qualquer profissional. Difícil é encontrar. Ainda assim, muitos passam anos e anos no mesmo lugar, sem tentar novas oportunidades.

De fato, pouca gente consegue perceber a hora certa de mudar de emprego. Dos que percebem, só uma pequena parcela transforma isso em ação. A maioria só busca uma nova ocupação quando está no limite do suportável, ou quando sente que pode ser demitida. Nem sempre dá tempo. Na maioria das vezes, os profissionais descobrem que a situação está insustentável muito tarde e acabam demitidos, sem perspectivas de uma nova colocação.

Segundos os especialistas, isso acontece porque nos deixamos levar pelos salários e benefícios oferecidos pelo empregador, que nos trazem uma certa segurança, e esquecemos de investir no crescimento profissional. Mas é sempre bom lembrar que a qualidade do emprego vai além de um gordo salário.

É fundamental que o profissional possa se desenvolver no trabalho, possa crescer. Enquanto houver esta chance, vale a pena continuar na empresa. Se, ao contrário, não aparecer a possibilidade de evolução, ou, pior, o funcionário mais ensina que aprende, a melhor coisa a se fazer é ir ao mercado em busca de uma nova posição.

Aqui vai uma dica de headhunter, aquele especialista em caçar talentos: o ideal é permanecer no máximo dois anos em cada função. Neste prazo é possível atingir uma situação bastante confortável. Dá tempo, por exemplo, de dominar completamente os processos e as atividades da função. Depois disso, a mira deve se voltar para um cargo superior, ou para o mercado, se a porta da promoção não se abrir.

Qualquer que seja o momento, estar de olho sempre aberto para as chances do mercado é fundamental. Essa atitude, que deixa alguns profissionais desconfortáveis, não significa estar pronto para trair a empresa a qualquer momento. Ela também avalia os passos da concorrência para poder traçar os seus.

No caso do profissional, isso é que vai definir se a porta da rua será aberta um dia ou se ficará solidamente trancada. Mas caberá a ele a prerrogativa de definir a hora de ir embora. Lembre-se: saber o que quer é o primeiro passo para se transformar qualquer sonho em realidade.



Fonte: Site Canal Executivo



 Roupa pode ser decisiva em processo de seleção

Começa a dinâmica de grupo. Há muitos concorrentes, e cada passo é analisado. Não apenas o comportamento será avaliado. Vestir-se adequadamente, afirmam especialistas, pode definir o futuro do profissional.

Para identificar os principais erros e acertos na escolha da roupa, a Folha convidou a estilista Erika Ikezili para avaliar o visual de candidatos durante uma dinâmica de grupo realizada pela agência de recrutamento Plus Advance (SP).

Peças que marcam a roupa íntima e roupas mais largas que o necessário foram algumas das falhas apontadas pela estilista. Ikezili indica outra, também bastante comum entre os candidatos: a monocromia.

Para ela, não há nada de errado em usar tons escuros --que são discretos e elegantes--, mas é importante que a pessoa tenha algum detalhe que a diferencie. "Aconselho a colocar algum acessório, colar, brinco e até óculos de grau com uma armação moderna, para afirmar a personalidade", sugere.

Como o preto é considerado "básico", as chances de encontrar muitos candidatos com peças dessa cor aumentam.

A especialista em recrutamento da agência Plus Advance Keila Santos também ressalta a importância de escolher as peças e as cores certas. "Às vezes, eu me lembro de um candidato por causa do sapato", diz.

Estar "bem vestido", no entanto, além de ser bastante relativo, depende também do perfil da empresa na qual o profissional pretende atuar.

Ikezili dá um exemplo. Há algum tempo, diz ter estranhado quando um modelista, trajado de calça social e camisa, foi fazer uma entrevista de emprego em seu ateliê. "Em nosso meio, o que vale é o despojamento."

O mal-entendido foi desfeito quando o profissional contou que havia estudado administração de empresas e, por isso, adotava um estilo mais formal.

O contrário --vestir-se de modo mais casual para disputar vagas em áreas de criação-- também pode acontecer. Um publicitário que não quis se identificar conta que não cogitou a hipótese de usar terno durante uma entrevista para uma empresa multinacional. "Lá, percebi que era o único sem gravata. Aí, já era tarde."

Comportamento

Além das vestimentas, o candidato deve atentar na maneira como gesticula e se expressa. Para a consultora de moda Glória Kalil, "expressões como "obrigado", "por favor" e "com licença" são imprescindíveis".

Segundo ela, dessa forma, "o candidato consegue se mostrar decidido sem ser agressivo ou delicado sem parecer fraco".

A consultora de moda Constanza Pascolato acrescenta que, no trabalho, é preciso ter outros cuidados, como evitar falar muito ao telefone de questões particulares. "Disciplina é fundamental", opina.




Fonte: Folha Online


 Manter escritório organizado aumenta produtividade
Já foi-se o tempo em que uma mesa cheia de papéis era sinônimo de funcionário trabalhador e eficiente. Hoje, a realidade é outra. Além de causar uma boa impressão, um escritório bem organizado facilita a rotina de trabalho, já que se economiza tempo na hora de encontrar objetos e documentos.

De acordo com a consultora doméstica Heloisa Lúcia Sundfeld, sócia da Help Personal Assistant, a periodicidade da organização de um escritório varia de local para local. Mas, é importante fazer sempre um planejamento das tarefas a serem executadas. "Com isso, conseguimos fazer com que ele funcione melhor, evitando-se que trabalhos não sejam executados ou fiquem prontos fora do prazo."

Depois de arrumado, é hora de mantê-lo em ordem. Segundo Heloisa, cada escritório, dependendo do tipo de atividade, possui uma rotina. Mas, o ideal é que a cada semana seja feita uma pequena arrumação para que as coisas continuem no lugar.

A consultora explica que para manter, por exemplo, uma mesa sempre organizada, não se deve conservar muitos objetos sobre ela, principalmente papéis. "Hoje em dia, podemos armazenar as informações em arquivos eletrônicos, CD ou disquetes. Assim conseguimos ocupar menos espaços". Heloisa lembra ainda que itens como computador, impressora, telefone e fax devem ser colocados em uma bancada ao lado.

Não se deve ter medo de descartar documentos antigos. "Os papéis que não precisam ser guardados são aqueles que não serão usados no futuro, como, por exemplo, anotações sobre um trabalho feito para um cliente do qual não temos mais contato."

Uma outra dica importante da personal assistant é sobre a melhor forma de organizar uma estante. "Os livros devem ser organizados por assunto e, em ordem alfabética. Pode-se também, colocar uma etiqueta nas prateleiras para identificar o que consta em cada uma," finaliza.

Dicas de organização

Faça um planejamento das tarefas a serem executadas. Desse modo, a sua produtividade será mais eficiente.

Arrume o escritório pelo menos uma vez por semana. Assim, você evita que seus objetos não sejam encontrados.

Mantenha a mesa organizada. Isso pode ser feito eliminando os papéis, e armazenando as informações em CDs e disquetes, por exemplo.

Jogue fora os documentos antigos. Esses são papéis que não serão utilizados no futuro.

Organize de forma adequada a estante de livros. O ideal é serem catalogados por assunto e em ordem alfabética.




Fonte: Site Canal Executivo


 Profissional é segregado por falar errado
Não entendia por que todos riam de mim sempre que eu estava falando. Depois de um tempo, um amigo do trabalho veio me dizer que o motivo da chacota era por causa do meu jeito de falar."

A história do atendente de telemarketing Eduardo (nome fictício) ilustra uma situação nada incomum no ambiente de trabalho: a discriminação contra profissionais que não falam corretamente.

Ao telefone ou no escritório --com os colegas e, pior, com o chefe--, o atendente conta que a todo o momento deixava escapar um "menas" ou "a gente fomos". Constrangido ao perceber que virara motivo de gozação, pediu demissão do emprego e, somente depois de cinco anos e de muitas horas de leitura na faculdade, obteve a auto-estima necessária para poder falar sem medo de errar.

"Como precisava trabalhar, ficava calado ou dizia o menos possível, mas era muito complicado. Eles [os empregadores] também não vão querer contratar uma pessoa que seja inibida", diz.

O analista de sistemas Cássio Silvério Reis, 37, passou por situação semelhante. Um dia, depois de "muito agüentar as brincadeiras dos colegas", se exaltou e discutiu com o chefe. As conseqüências não tardaram: foi demitido.

"Não tive nem como entrar com uma ação na Justiça. A verdade é que nem sequer percebia que falava errado. Hoje conquistei um novo emprego, mas precisei batalhar muito para admitir que falar corretamente --o que eu não fazia-- é importante", comenta.

Em casos como esses, dizem os especialistas, o funcionário pode processar o empregador, alegando dano moral. "A lei proíbe que a empresa, por meio de seus profissionais, discrimine o empregado, ferindo sua imagem, constrangendo-o ou ridicularizando-o", ressalta a advogada trabalhista Sônia Mascaro Nascimento.

Segundo ela, se constatada que a fluência na língua portuguesa é relevante para a função exercida, a companhia pode não admitir o candidato ou mesmo dispensá-lo depois de contratado. "Mas não configura uma demissão por justa causa", complementa o advogado pós-graduado em direito empresarial Maurício Maluf Barella.

Diplomados

Para não vivenciar situações embaraçosas, muitos profissionais diplomados recorrem a cursos de oratória. O advogado Rafael Leal, 26, é um deles: "É essencial saber se expressar e, com as aulas, melhorei minha postura".

"Além de "comer" as palavras, costumava falar rapidamente. As pessoas, sobretudo colegas de trabalho, estão atentas a tudo o que dizemos", enfatiza a arquiteta Roberta Bigucci, 35, outra que se matriculou em curso de oratória.

O professor de lingüística da Universidade de São Paulo José Luiz Fiorin explica que, para determinados cargos, é imprescindível a utilização da norma culta -caso contrário, os erros tornam-se motivo de segregação. "O advogado é um exemplo, pois precisa se expressar corretamente na sua vida profissional", sugere Reinaldo Polito, autor de 15 livros sobre como falar em público.

Do outro lado da mesa, a consultora Milena Zacarias, da Interação RH, explica que uma entrevista de emprego muitas vezes é decidida pela fluência na língua. "Se o candidato começa com um "probrema", certamente tem uma chance muito maior de ficar de fora. E, se falar errado no ambiente de trabalho, prejudicará seu desempenho, pois acabará se sentindo um peixe fora d'água."




Fonte: Folha Online


 Antecipe-se às perguntas do entrevistador
Saiba aqui quais são as perguntas mais recorrentes durante a entrevista de emprego e não deixe de praticar em casa com a lista que montamos para você. Assim estará mais bem preparado quando tiver que conversar com o selecionador

Não dá para evitar aquele friozinho na barriga na hora da entrevista de emprego, mas é possível estar preparado para responder às perguntas do empregador na ponta da língua. Como? Abaixo você encontra uma lista com as perguntas mais recorrentes feitas pelos recrutadores, disponibilizada pela consultora Regina Silva , diretora do Instituto Gyraser. A lista, separada por tópicos, deve ser estudada por completo – com foco maior em sua respectiva área de atuação. A consultora sugere que você escreva todas as respostas em um papel e depois as leia em voz alta – assim, saberá se suas idéias estão claras ou não. Veja outras dicas:

Mantenha uma postura estritamente profissional ao responder sobre qualquer assunto - lembre-se que você está sendo avaliado;
Nada de piadas e de tentar criar intimidade com o selecionador – você está lá para criar contatos profissionais, e não fazer amigos;
Não tente “adivinhar” o que está por trás de cada questão. É mais conveniente responder exatamente o que lhe foi perguntado;
Lembre-se de que você está fazendo a venda de seus atributos profissionais, por isso, preparação é fundamental.
Confira abaixo a lista completa de perguntas e prepare-se para ter sucesso em sua próxima entrevista de emprego:

TRABALHO
Questões sobre trabalho são as mais básicas e sempre estão presentes na entrevista de emprego – desde perguntas sobre seu antigo trabalho até questões sobre seu desempenho. O assunto “pontos fracos e pontos fortes” é um dos mais incidentes durante uma entrevista. Pergunte antes a um amigo quais são seus pontos fortes e fracos para que possa ter idéia do que dizer ao entrevistador. Sempre há os dois lados da moeda. Se por um lado você é uma pessoa extremamente determinada, por outro, pode apresentar traços de teimosia, por exemplo.

• Faça um breve relato de sua experiência profissional.

• Fale-me brevemente a respeito de seus deveres e responsabilidades nos seus três últimos empregos.

• Quais empregos foram mais gratificantes em sua carreira? E os menos? Por quê?

• Se possível, o que você gostaria de evitar no próximo emprego?

• Qual o motivo de saída de seus três últimos empregos?

• Que tipos de críticas já recebeu e como se sentiu?

• Trabalha bem sob pressão ou prefere ambiente mais tranqüilo?

• Que tipo de pressão o incomoda mais?

• Já realizou viagens ou mudanças de residências por motivo de trabalho? Como se sente a respeito?

• Qual sua maior realização profissional? E o seu maior desapontamento?

• O que considera como emprego ideal? Descreva.

• Qual seu ponto forte? E o fraco?

• Se desempregado, há quanto tempo procura emprego e de que maneira?

• O que sabe sobre nossa empresa?

• Quais são suas perspectivas profissionais?

• Qual sua pretensão salarial?

• Você tem preferência por trabalhar em determinada região geográfica? Por quê?

• Você procura trabalho permanente ou temporário?

• Por quanto tempo pretende trabalhar?

• Você se dispõe a ir onde a empresa o mandar?

• Prefere trabalhar em firmas de pequeno, médio ou grande porte?

• Quais são suas habilidades especiais e quais gostaria de desenvolver?

• Você é um líder? Dê um exemplo.

• Que tipo de decisão é mais difícil de tomar?

EDUCAÇÃO
Também é bastante comum ser questionado sobre sua vida estudantil e suas escolhas acadêmicas. O objetivo é saber se você manteve o equilíbrio em seu caminho e se destacou em algum momento. Prepare-se bem para falar sobre esse assunto, pois você pode se lembrar de algum fato relevante do passado.

• Como foi sua vida acadêmica?

• Quais eram suas disciplinas preferidas? E as menos preferidas? Por quê?

• O que achou de seu estudo acadêmico? Fácil ou difícil?

• Já foi reprovado em algum curso? Por quê?

• Já ganhou alguma bolsa de estudo em decorrência de resultados alcançados?

• O que mais se destacou no seu processo educacional?

• Você pretende dar continuidade a sua educação? Como?

• Por que optou por esse curso? Alguém o influenciou?

• Contribuiu financeiramente em seus estudos?

• Você acha que títulos devem ser levados em consideração ou a experiência é que vale? Por quê?

• Teve algum emprego em tempo parcial, integral ou estágio na época da escola? Que tipo?

PASSATEMPO/LAZER
Na hora de falar sobre seus hobbies e passatempos, não se esqueça de manter a postura profissional – lembre-se de que está sendo avaliado. “Uma vez um candidato disse que jogava tarô como lazer. Achei muito interessante, mas o problema é que ele resolveu jogar as cartas durante a entrevista”, comenta Regina. “Não preciso dizer que a entrevista acabou por ali”.

• Quais são seus passatempos prediletos? Por quê?

• Seus passatempos são importantes ou casuais?

• Como costuma passar os domingos?

• Que tipo de livro lê?

• Gosta de viajar?

• Quanto tempo por semana você dedica ao lazer?

SOCIAL
Além de verificar se você mantém uma vida social sadia, as perguntas nesse quesito têm como função verificar se você, mesmo em momentos informais, possui aptidões de liderança e sabe conviver em grupo, mesmo com pessoas diferentes.

• Quais são suas atividades sociais ou em grupo?

• Já teve algum cargo em associações/entidades sociais? O que achou?

• Já foi escolhido como chefe, treinador ou diretor de equipe?

• Prefere trabalhar sozinho ou em grupo? Por quê?

• É difícil para você lidar com pessoas de formação e interesses diferentes dos seus?

ECONOMIA
Este tópico é mais recorrente quando a vaga está relacionada à área de Economia e Finanças. Na hora de responder às perguntas, mostre-se equilibrado, mesmo se estiver passando por uma situação econômica mais difícil. A questão não é o que você responde, mas a maneira como responde.

• Poderia dizer como administra suas finanças?

• Costuma fazer economia ou considera-se um gastador?

• A respeito da gestão de dinheiro, qual sua filosofia?

• Com que idade tornou-se economicamente independente?

• Você tem alguma dívida?

SAÚDE
Não se surpreenda se for questionado sobre problemas de saúde como úlcera ou doenças cardíacas. Aparentemente, o assunto pode parecer fora de propósito, mas esse tipo de pergunta tem fundamento, sim, pois visa saber se o candidato é ansioso ou nervoso. Você já viu alguém calmo com úlcera no estômago? Mesmo que sua resposta possa não agradar ao recrutador, é recomendável falar a verdade a mentir e depois ser descoberto.

• Poderia falar brevemente sobre sua saúde?

• Qual a doença mais grave que já teve?

• Alguma vez já teve problemas cardíacos ou úlcera no estômago?

• Quando foi sua última avaliação médica? Como estava?

• Quantas horas dorme normalmente? Acha suficiente?

• Você se julga uma pessoa preocupada ou não? Que tipo de coisa o preocupa?

• Que tipo de esporte pratica?

• O que faz para manter-se em boas condições físicas?

• Que quantidade de bebida alcoólica consome?

VIDA FAMILIAR
Perguntas sobre família nem sempre são freqüentes, mas também visam verificar se você é uma pessoa equilibrada neste campo. Como dito anteriormente, é recomendável perguntar a algum conhecido quais são seus pontos fortes e fracos – durante a entrevista, o recrutador também pode perguntar o que algum familiar seu pensa sobre você.

• Fale-me sobre sua família.

• Qual a ocupação de seus pais e irmãos?

• Que tipo de responsabilidade tinha em casa quando era pequeno? Como se sentia?

• Acredita que sua vida familiar tenha afetado seu desenvolvimento?

• Como descreve sua vida familiar atual?

• Seu esposo (a) está empregado (a)? Qual sua ocupação?

• Qual é sua filosofia para educação de seus filhos?

• Para seu esposo (a), quais são seus pontos fortes e fracos?

• O que seu esposo (a) mais gosta em seu emprego? E o que menos gosta?

• Se casado, quanto tempo passa em casa?

FILOSOFIA E METAS FUTURAS
Um bom preparo para a entrevista também requer que você vislumbre suas metas e objetivos futuros. Faça uma auto-avaliação profissional do passado e mensure seus erros e acertos para criar um plano para o futuro.

• Como descreve sua filosofia geral de vida?

• Como empregado, que reputação gostaria de ter?

• Em que situação já discordou fortemente de seus patrões?

• Quais eram suas metas quando conseguiu seu último emprego?

• Qual o cargo que pretende ocupar no prazo de cinco anos? Por quê?

• Como pretende alcançar esse objetivo?

• Quais são seus planos para o futuro?

Por Clarissa Janini
 Por que as Empresas Preferem os Otimistas
Já houve um tempo em que criticar gerava status. Frases como "não vai dar certo", acompanhadas de um nariz empinado, geravam respeito a quem as proferia e aliviava muitos, afinal, tudo poderia continuar do jeito que estava. Mas hoje, é possível não mudar? Pense bem: quando um produto tem sucesso, a concorrência copia, adapta, melhora ou vende mais barato. Assim sendo, temos que estar sempre inovando. Além disso, consumidores e clientes estão sempre atrás de novidades. Precisamos, portanto, criá-las. Pode acontecer ainda que nossa forma de atuar seja destruída do dia para a noite por uma nova tecnologia.

Isto sem falar nos imprevistos que revolucionam nosso planos, que vão desde as crises mundiais até o sucesso de um concorrente.

Assim, as empresas são forçadas a viver em mutação constante.

Mais do que isso, não existe mais uma mudança de "A" para "B", mas sim uma mudança de "A" para alguma coisa que se assemelha a um "B", mas que ninguém sabe ao certo o que será. Já que temos que inovar sempre, não podemos mais eliminar os riscos, precisamos lidar com eles, monitorá-los, administrá-los.

Pois bem, o melhor uso que se pode fazer do pessimismo é usá-lo para evitar o risco, e é por isso que ele foi aceito e valorizado por tanto tempo.

Mas, para administrar o risco, precisamos de um desejo, uma visão, um objetivo e muita garra para chegarmos lá, aconteça o que acontecer (e dá-lhe imprevistos...) É aí que entra o otimismo.

É este estado de espírito - chamado de fé pelos mais místicos - que nos dá garra, ajuda a geração de idéias, nos torna agradável aos olhos dos outros.

Mas falemos sobre o otimismo de uma forma mais terrena: o economista Eduardo Giannetti, em seu livro Auto-Engano, dá o exemplo da pessoa que adianta seu relógio para não se atrasar. Ela sabe que o relógio está adiantado. Mas finge que não sabe toda vez que lhe é conveniente. Da mesma forma, nunca sabemos no que vai dar um novo projeto, mas imaginarmos que ele vai dar certo influenciará sem dúvida os resultados.

É por isso que hoje, sobrou para o pessimismo o que ele tem de pior: pessimista virou sinônimo de derrotado, a pessoa que não quer tentar pois não confia em sua capacidade, e que torce pelo fracasso dos outros para poder justificar os seus.

Evidentemente, o otimista delirante, que teima em não enxergar os fatos, corre mais riscos do que precisaria, o que a empresa também não quer.




Gisela Kassoy - Consultoria em Criatividade
 As melhores formas de encontrar um novo emprego
Você está pronto para procurar um novo emprego? Para começar da melhor forma, é preciso estar consciente de que oferecer seu talento e suas habilidades para uma empresa é totalmente natural e comum. Emprego não é favor, é troca de serviço por dinheiro. A verdade é que assim como nós precisamos de emprego, os empregadores também necessitam do capital humano para concretizar seus negócios.

Esse é um dos maiores problemas sentidos em alguns profissionais: a falta de confiança, a baixa estima. Eles procuram emprego como se estivessem rebaixados, derrotados, com uma atitude negativa que somente irá atrapalhar no momento da procura. Se você está em busca de uma nova colocação, deve ter confiança em si mesmo e em suas habilidades. Depois, o próximo passo é demonstrar essa confiança para o empregador.

Para ajudar você a conseguir sucesso nessa fase difícil, preparamos algumas dicas e selecionamos alguns meios mais práticos para encontrar emprego. Confira!

1. Foco. Determine bem seu objetivo profissional, pois não adianta dar tiro para todos os lados. Depois de ter um alvo, fica mais fácil definir quais passos deverão ser dados para atingi-lo.

2. Pesquise bastante a área em questão, pois assim você poderá se preparar melhor para enfrentar o mercado.

3. Atualize-se. Nessas horas, a falta de dinheiro não pode ser um empecilho. Procure ler bastante, fazer cursos gratuitos oferecidos pelo SEBRAE, SENAC e por alguns sites.

4. Mantenha o bom humor. É difícil manter o bom humor enquanto as contas chegam e você não sabe como pagar. Porém, se você se tornar uma pessoa "reclamona", pessimista, que sempre está de mal com a vida, ficará mais difícil conseguir boas oportunidades.

5. Encare como um trabalho. Imagine que você está empregado e se dedicando a atingir uma meta para a empresa. Assim, você terá disciplina.

6. Não se afaste dos amigos. Pode parecer que sair para encontrar os amigos não irá ajudar em nada nessa situação. Mas isso não é verdade. Além de manter sua mente arejada e sua estima alta, o contato com os amigos abrirá horizontes e fará com que você seja sempre lembrado (principalmente, se mantiver o bom humor) como alguém que precisa e MERECE uma nova colocação. Manter a rede de contatos é fundamental nesse momento.

7. Aprenda com os fracassos. Diante de uma exclusão no processo seletivo ou de um "não" recebido de um possível contratante, é possível e necessário que você tenha uma atitude proveitosa: detectar aonde errou e aprender para as próximas oportunidades.

8. Confie sempre em você. Se você não confiar, como fará com que os outros acreditem que você é ideal para a função? O seu currículo sozinho não irá definir sua contratação, mas sim o fato de você saber se vender.

9. Não se desespere. Não é porque você está desempregado que tem que aceitar qualquer coisa. Enquanto procura uma colocação, faça trabalhos temporários e tenha tranquilidade para escolher bem a atividade definitiva.

10. Não desperdice as oportunidades. Antes de recusar uma colocação, vá à entrevista e descubra quais as funções que irá realizar e o que a empresa tem a lhe oferecer. Você pode se enganar em relação a uma vaga. Vale a pena conferir de perto para não se arrepender depois.



Os melhores lugares para encontrar emprego

Internet

Uma das maneiras mais modernas, ágeis e econômicas formas de encontrar um novo emprego, a Internet não só divulga seu currículo para o mundo todo, como também permite que você se atualize e busque as oportunidades existentes em qualquer lugar que desejar, a qualquer hora. Consultorias, agências e até mesmo empresas distribuem suas vagas pelos sites de recrutamento. Procure os mais conhecidos e testados, para não cair em armadilhas.

O grande diferencial da Internet está justamente na redução de tempo e dinheiro, fatores preocupantes para quem precisa de um novo emprego. Ao invés de gastar um bom dinheiro mensalmente para enviar seu currículo pelo correio, você disponibiliza o currículo online para as empresas contratantes e pode enviá-lo pela rede a qualquer hora, sem nenhum custo e para quem quiser. Para as empresas, a grande vantagem é que elas podem anunciar e recrutar a qualquer hora e em qualquer dia da semana.


Jornais

O jornal é o mais tradicional e conhecido veículo de comunicação que oferece anúncios de vagas de empregos. Contudo, assim como outras mídias, devemos ter cuidado com a veracidade das informações publicadas. Fique atento em relação à qualquer anúncio que venha a oferecer um salário muito alto em relação aos outros, quando todos se referirem ao mesmo cargo. Neste caso, reflita, pense, investigue a empresa anunciante e tente descobrir a idoneidade da mesma. Nunca temos 100% de segurança, mas não custa nada tentar se prevenir.


Agências de emprego

Existem várias agências nas grandes cidades, algumas mantidas pelo governo e por sindicatos. Há também agências especializadas em determinadas áreas. Existem empresas que só contratam por meio de determinadas agências, transferindo para elas a responsabilidade de selecionar e apresentar bons candidatos. Geralmente, os candidatos às vagas encaminham seu currículo ou preenchem um formulário e depois são chamados a participar de dinâmicas de grupo e entrevista com o selecionador. Somente depois dessas etapas, alguns candidatos são encaminhados para entrevistas na empresa.


Consultorias

É uma agência mais sofisticada, que não só recruta e seleciona candidatos, como também oferece serviço de recolocação profissional para orientar os candidatos sobre o mercado de trabalho e a busca por emprego. Há consultorias especializadas em estagiários e trainees, em profissionais de nível médio, em executivos e em determinadas áreas (financeira, tecnológica, etc). Geralmente as consultorias cobram uma taxa pelo serviço de recolocação de candidatos.

Head Hunter

Os head hunters são especializados em procurar profissionais, geralmente para cargos de diretoria. A principal característica do trabalho dos headhunters é "caçar" o profissional ideal em empresas concorrentes, em outros países ou onde quer que seja.


Network

Um dos mais importantes e eficientes instrumentos da busca de emprego, a rede de contatos possibilita tomar conhecimento sobre vagas não divulgadas na mídia e chegar até as pessoas que realmente decidem sobre a contratação - diretores, gerentes e responsáveis pelo novo contratado. Portanto, é essencial manter uma agenda recheada de telefones, e-mails e endereços de amigos, profissionais ou vizinhos, esteja ou não empregado. É preciso lembrar que não basta pedir ajuda somente em momentos de crise, mas sim manter contato constante e estar disponível para ajudar também.

Mantenha contato mesmo com aquelas pessoas que não podem lhe arranjar um emprego, pois elas podem abrir portas. Dessa forma, você conhece gente e vai sendo conhecido também. Hoje, a internet também é uma ótima forma de manter e aumentar a rede de contato. Converse com os amigos por e-mail e programas de mensagens instantâneas, além de participar de grupos de discussão sobre assuntos de seu interesse.

Data da Inserção: 27/01/2006
 Português é a maior falha de candidatos a uma vaga
Erros graves de português, como "seguimento", "treis" e "aprimorização"; falta de objetivo profissional --ou uma profusão deles--; formação acadêmica em instituição "misteriosa" e em período desconhecido.

Esses são apenas alguns dos principais erros cometidos por candidatos a uma vaga de trabalho naquele que deve ser seu principal cartão de visitas: o currículo.

A constatação resulta de um levantamento realizado pela Folha, que analisou 331 currículos recebidos durante o ano de 2005 pelo caderno Empregos. Os dados foram enviados para a seção "Consultoria", em que o leitor solicita a análise do documento, feita por diversos especialistas em seleção no mercado de trabalho.

Em mais de 58% da amostra havia erros de português --a maioria, de acentuação, sobretudo de crase-, 41% não apresentavam dados completos da formação acadêmica e um terço apresentou falhas na formatação, como excesso de negrito ou itálico, o que dificulta a leitura do documento.

Para fazer o levantamento, foram contatadas cinco empresas de recursos humanos (Crossing, Luandre, Adecco, RH Brasil e Manager), que analisam grande volume de currículos diariamente. Elas expuseram os principais problemas encontrados na seleção.

As reclamações foram desde os clássicos "falta de objetivo" e "erros de formatação" até as mais inusitadas, como "fotos de candidatos de biquíni ou na "balada". A partir daí, a Folha examinou os erros cometidos nos documentos.

Repercussão

Os dados apurados não surpreenderam os especialistas na área. Em relação à falta de objetivo, Maria de Fátima Motta, gerente de contratação e avaliação de pessoas da construtora Andrade Gutierrez, é incisiva: "Se nem o próprio candidato se ajuda, fica difícil. Objetividade é tudo o que buscamos em um currículo".

Em se tratando das metas, vale aplicar uma tática: quem tem interesse em diversas áreas deve fazer currículos diferentes. "Pode-se alterá-lo conforme o perfil da vaga, focando nas necessidades apresentadas", sugere Augusto Costa, diretor da Manpower.

Questionado sobre se há diferença entre um currículo de um executivo e outro para níveis hierárquicos inferiores, Luiz Eduardo Rubião, diretor-geral da Chemtech, diz que é importante, para um executivo, mostrar os resultados obtidos em outras empresas, explicitando o que ele conseguiu de positivo nos lugares onde trabalhou.

"Para um técnico, valem suas especializações, os assuntos por ele dominados e as ferramentas mais conhecidas", diz.





Fonte: Folha SP
Data de inserção: 24/01/2006

 Mudando de emprego? Cuidado com sua postura na hora de demissão

Na construção de uma carreira bem-sucedida, geralmente todas as atenções ficam voltadas para a conquista de uma nova colocação (como se comportar na entrevista, como passar uma boa imagem nos primeiros dias de trabalho, por exemplo).

No entanto, muitos se esquecem da hora da saída. Sim, o comprometimento com a empresa e a garantia de sua própria imagem são dois pontos importantes a observar!

Postura profissional
A sua carreira é construída no dia-a-dia e nem só com cursos e especializações você garantirá esta trajetória. Sua postura é fundamental neste processo.

Todo cuidado é pouco na hora de mudar de emprego. Por mais que tenha motivos de sobra para querer iniciar uma nova etapa da sua vida o quanto antes, é importante que você encerre bem este ciclo.

Valorize o seu trabalho: evite comunicar sua decisão de um dia para outro, sem se preocupar muito com as conseqüências. Exponha seus motivos, suas metas e negocie com a empresa um prazo de permanência, para que possa zerar seus compromissos e até mesmo treinar outra pessoa para o seu lugar.

Caso não acredite que a empresa, ou seu chefe, mereça consideração depois de tanto tempo de delicada convivência, dois fatores poderão ajudá-lo a encarar os fatos de outra forma: sua imagem e sua equipe de trabalho.

Mundo é pequeno
Esta frase é mais do que apropriada no mercado de trabalho. Isto significa dizer que o seu subordinado de hoje poderá ser seu chefe de amanhã, ou que a empresa que você deixa agora pode lhe contratar novamente no futuro, numa outra condição.

É bastante comum que os profissionais se encontrem em diversas situações durante a carreira. Pensando nisso, caso sua conduta não seja das melhores ao sair do emprego, isso poderá lhe gerar grandes problemas depois!

Já pensou ser entrevistado, num próximo processo seletivo, por alguém que trabalhou com você e ficou admirado com sua péssima performance na hora do desligamento? O resultado não seria nada bom!

Você fez parte de um time?
Caso a situação acima não lhe convença, que tal pensar em seu grupo de trabalho? Consegue avaliar como ficará a rotina com uma pessoa a menos na equipe? E quanto aos projetos que você deixou em andamento, quem dará seqüência?

Pensando nisso, esforce-se para permanecer na empresa até que tudo seja regularizado. Evite deixar trabalhos inacabados! Além de prejudicial para o grupo, este tipo de atitude prejudica a imagem de qualquer profissional.

Caso seja necessário treinar alguém, controle seus instintos e evite contaminá-lo com algumas opiniões pessoais. Lembre-se: esta pessoa depende de suas informações.

Mesmo que lhe pareça um sacrifício grande demais, pode ser interessante, neste processo de transição, você ainda prestar alguns serviços ao antigo empregador. Isso significa passar por um período mais conturbado, com sua agenda apertada entre dois empregos. Mas o esforço vale a pena e demonstra seu comprometimento: tudo que uma empresa espera do seu funcionário!

Não fale demais!
Embora a entrevista demissional lhe pareça o melhor momento para expor todos os seus sentimentos, controle-se! Mantenha sua postura e seja ético em apresentar seu ponto de vista.

Seja claro, objetivo e esteja focado em listar pontos que possam realmente ser úteis à melhoria da empresa. Separe a emoção da razão e evite cair na armadilha de falar mal de colegas ou de ficar apontando erros cometidos pelo seu chefe. O que você ganhará com isso?



Fonte: Site Info Money
Data de inserção : 22/12/2005

 Não passou na entrevista. E agora?
Não se abater com respostas negativas é um dos principais pontos para quem está à procura de um emprego. Confira mais dicas de especialistas para quem está nesta situação

Ninguém quer engordar as estatísticas de desemprego no País, certo? No entanto, a fase de busca por um emprego é uma das mais estressantes para qualquer pessoa. O primeiro passo é distribuir currículos, visitar empresas, pedir ajuda a amigos e parentes, recorrer a agências de emprego e ficar angustiado esperando o telefone tocar. O tempo passa e ele toca. E toca uma, duas, três, várias vezes. Aparecem convocações para dinâmicas de grupos, testes escritos, entrevistas pessoais, mas a tão sonhada contratação não chega. Afinal, por que isso acontece? Onde está o problema?

Segundo Wilson Mileris, consultor especializado em motivação, todo recomeço é difícil e o candidato não pode se desesperar. “Não adianta ficar angustiado e ansioso, pois o próprio entrevistador acaba percebendo essa ansiedade, e você pode perder oportunidades valiosas de se recolocar”, afirma o consultor. Mileris lembra ainda que a angústia coloca o candidato em estado de excitação emocional, projetando um sentimento de ameaça já que ele contrapõe o futuro com a possibilidade de fracasso. “A ansiedade gera intranqüilidade alterando a afetividade do candidato e impede que ele se mostre por inteiro”, comenta.

O mercado está cada dia mais exigente e a maioria das empresas procura profissionais que sejam dinâmicos, criativos e com um currículo recheado de competências. “Fazer acontecer, esses verbos definem bem o que o mercado busca. Insegurança ou comportamentos inadequados muitas vezes atrapalham o profissional na hora da entrevista e fazem com que ele seja descartado de uma vaga, que poderia ser sua”, comenta Mileris.

Outra necessidade que deve ser priorizada é a reciclagem. Um bom profissional não fica parado no tempo, portanto não adianta manter-se tranqüilo e seguro, se o currículo estiver ultrapassado. João Pedro Caiado, consultor em recursos humanos e especialista em serviços de headhunter e outplacement , diz que o correto é se manter atualizado com o mercado de trabalho e exercitar o hábito de procurar emprego sempre que necessário.

Aprimorar o currículo também é importante. “Fazer cursos, assistir palestras e se especializar na área torna o profissional mais competitivo e mostra o quanto ele gosta e se interessa pelo que faz. Em uma seleção isso conta bastante”, afirma Caiado. Segundo o consultor, iniciativa e flexibilidade também são atributos indispensáveis para a recolocação de trabalho. “As empresas buscam pessoas dinâmicas e que saibam resolver problemas ao invés de apenas apresentá-los”, afirma.

Os dois profissionais dão cinco dicas fundamentais para o sucesso em processos de seleção:

Mantenha a tranqüilidade;
Tente expor suas habilidades de forma clara;
Pesquise sobre a empresa. Assim você se mostrará interessado e conhecedor dos negócios da companhia;
Mostre-se com vontade e motivado a fazer parte da nova empresa;
Não minta na hora de atualizar o currículo
“Se o profissional estiver em conformidade com os itens acima e ainda assim não for aceito, tenho uma dica final: Não desanime nunca, mais cedo ou mais tarde você estará recolocado e nem vai se lembrar de todo o estresse que passou para conseguir um novo emprego. Lembre-se, isso também passará” , conclui Mileris.
Fonte: Site empregos
 Fim de ano: Fazendo o balanço do comportamento
O mês de dezembro chega e todos nos lançamos a uma corrida, quase obsessiva, para terminar tudo que está pendente, antes que o Natal chegue. Obras ou decoração da casa, encerramento de projetos, relatórios finais etc. As ruas ficam muito mais agitadas, lojas repletas e trânsito ainda mais caótico. Em nossos lares, a propaganda nos meios de comunicação sempre sinaliza para o consumo imediato e impulsivo. Salário mais gordo e compras também.

As empresas encerram o ano sempre com um balanço, em que contabilizam seus lucros e perdas, traçando novas metas para o ano que inicia. Geralmente quando os ganhos foram mais expressivos, atribui-se ao excelente desempenho da administração. Entretanto, quando há prejuízo, esse é sempre resultante de fatores externos e conjunturais.

Do mesmo modo que as empresas, também as pessoas tendem a fazer um balanço de suas vidas nesse período pré-natalino. O ano que termina é avaliado então como tendo sido bom e produtivo ou péssimo, devendo entrar para o rol daqueles a serem esquecidos.

O balanço que fazemos é sempre primeiramente financeiro. Avaliamos se estamos mais ricos ou pobres. Se estamos ou não com dívidas, se elas são possíveis de serem pagas ou não, se fizemos ou não bons investimentos. Mas inevitavelmente chegamos ao balanço emocional.

O balanço emocional freqüentemente tende a deixar as pessoas deprimidas. Isso porque não somos habituados a fixar nossos olhares nos sucessos e nas pequenas melhorias diárias. Nossa natureza nos impele a enxergarmos sempre as falhas e os fracassos. O passado volta e traz consigo culpas e falsas alegações para muitos. Estes tentam justificar suas atitudes equivocadas do presente como resultantes de fatos ocorridos em suas vidas em muitos meses ou anos anteriores.

Certamente que o nosso presente sofre os reflexos do nosso passado e será determinante para o nosso futuro, mas isso não deve impedir que nos libertemos das emoções negativas e das feridas, apagando as tristezas e, sobretudo, aprendendo com os erros.
Nossa busca constante deve ser pela evolução e não pela autopunição.

Ficaremos livres desse sentimento de desconforto quando dermos mais importância aos nossos acertos; quando as atitudes de respeito, generosidade e solidariedade pelas pessoas que conosco conviveram pesarem mais na nossa conta de lucros, que as falhas cometidas, no campo dos prejuízos. Olhando para o ano que termina, tente não se sentir culpado. Responsável, sim; culpado não!

A diferença é que, sentindo-se responsável, você saberá que está em suas mãos mudar as coisas que o afligem e incomodam. Você é o sujeito de seu próprio destino e certamente, mudando seu comportamento e suas atitudes, você terá conseqüências diferentes das que tem tido até agora.

Alimente–se com boas leituras. Preste atenção aos seus desejos e dedique-se um pouco a satisfazê-los. Aprenda a se gostar um pouco mais. Assim passará a gostar mais dos outros. Estabeleça como meta cuidar melhor de si mesmo no próximo ano, dando mais espaço para ver aflorar sua sensibilidade. Deixe fluir sua criatividade e seu prazer pelo seu trabalho.

Reserve sempre em sua vida um espaço para a entrada do novo. Não se feche em antigas crenças que só o limitarão. Abra-se para novas amizades e relacionamentos. Veja em cada um deles novas possibilidades de aprendizado e crescimento. Nunca se esqueça de que as outras pessoas trazem mais colorido e graça para sua vida. Procure sorrir e elogiar com mais freqüência. Abraçar também faz bem.

Procure conviver com pessoas que coloquem o seu astral para cima e não aquelas habituadas a criticar, abaixando sua auto-estima. Analise os aspectos de seu trabalho com objetividade, tentando identificar o que deve ser mantido e aprimorado e o que deve imediatamente ser deixado de lado. Arrume sua mesa e suas gavetas e prepare-se para rever também posturas e processos. Se o seu comportamento não está sendo produtivo, trate de mudá-lo o mais rápido possível.

Estabeleça como meta desenvolver um eficaz controle do seu tempo, para que melhore sua qualidade de vida. Deixe espaço para atividades físicas, boa alimentação e horas agradáveis de lazer. Seja mais organizado e estruture já sua agenda para o ano que chega, sem se esquecer de anotar as datas de aniversário de seus amigos mais queridos.
Eles irão adorar receber um cartão ou telefonema seu, assim como você adora que eles se lembrem de você.

No balanço das empresas tudo pode ser resumido em números e cifras, mas nos nossos sentimentos eles não se aplicam. Sentimentos, alegrias tristezas, frustrações, vitórias, amizade, amor e dor não podem ser medidos por fórmulas econômicas e matemáticas. Portanto, nosso balanço das atitudes é bem mais complexo que o contábil; ele exige de nós muito mais atenção e determinação.

Nunca nos devemos esquecer de que nosso comportamento influencia o comportamento das outras pessoas e é também influenciado por ele. Somos ao mesmo tempo emissores e receptores de energia. Nosso desempenho profissional dependerá muito da troca de energia que estabelecermos com aqueles que conosco convivem: em casa, nas ruas e principalmente no trabalho.

Todo fim de ano planejamos mudanças em nossa vida. Mas as mudanças só se concretizam se acontecerem primeiro em nosso mundo interior. Mudanças que removam primeiro as ações de nossos sabotadores internos. Esses sabotadores é que bloqueiam nossas tentativas de melhoria. Eles é que nos fazem repetir as mesmas atitudes e comportamentos equivocados. Mas ninguém conseguirá derrotá-los, a não ser nós mesmos.

Esteja certo de que tão logo seja dado o primeiro passo, as mudanças virão. Acredite nisso!

Desejo aos queridos leitores um Natal de paz e alegria e um Ano Novo repleto de realizações.
Não se esqueçam de que é sempre conveniente realizar sempre mais tudo que seja bom, útil, belo e nobre.
Quanto mais fizerem nas áreas do bem, mais amplamente receberão os bens da vida.
Todavia, se não puderem realizar o máximo, atendam pelo menos ao mínimo do que possam fazer, pois todo muito depende do pouco para começar.

* Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos especiais; consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de experiência em atendimento de excelência ao cliente.


 Sem ressentimentos sua carreira decola
Um dos maiores sabotadores da carreira de um profissional é, sem dúvida, o ressentimento.

Marca de personalidade de muitas pessoas, o ressentimento vai lentamente minando e fechando as portas para as oportunidades que lhes surgem no caminho. Vítimas do ressentimento não conseguem superar a tristeza e a mágoa quando são maltratadas por chefes, colegas de trabalho, clientes, amigos e familiares.

Na raiz do problema está o próprio sentido da palavra ressentimento: sentir novamente. O ressentido se compra em reviver a emoção negativa que teve quando foi frustrado de alguma forma em seus relacionamentos e com isso não se livra do desconforto passado.

O ressentido é dotado de excelente memória e é capaz de reproduzir com riqueza de detalhes frases e emoções emitidas pelas pessoas que lhe impuseram frustrações e decepções, como se o fato tivesse ocorrido pouco tempo atrás, mas geralmente muito tempo já se passou; anos ou talvez até décadas!

Se você se identifica como uma pessoa habituada a guardar ressentimentos, saiba que está em suas mãos mudar esse modo de ser e reagir frente aos “nãos” da vida.

Conscientize-se de que o único prejudicado pela sua mágoa é você mesmo!

A pessoa que o magoou certamente não tem a mesma memória prodigiosa que você e não se lembrará mais dos efeitos e marcas que deixou em sua alma. Só você mesmo permanece se ferindo a cada dia com esse gosto amargo, tirando a cor de seus dias e deteriorando seus relacionamentos presentes.

Se a causa de seu ressentimento foi a decepção com o seu marido ou esposa, tente, pelo diálogo, resolver a situação, afastando definitivamente a emoção negativa que o atormenta ao se lembrar do fato. Tente verbalizar o que sentiu, peça para que seu companheiro não aja mais da mesma forma que o magoa. Havendo a repetição, traga para si mesmo a responsabilidade de tomar decisões para o seu próprio bem-estar, sem deixar que outros decidam por você. Nada indica que uma experiência conjugal ruim irá se repetir inexoravelmente.

Um cliente o tratou mal; você se sentiu ofendido e frustrado? Pior para ele. Existe um famoso dito popular que ensina: “As boas ou as más ações ficam com quem as pratica”. A vida se encarregará de mostrar a essa pessoa que não se tira proveito algum desrespeitando o semelhante.

Apoderando-se dessa emoção negativa, certamente você se fechará e não conseguirá cativar, com sua atitude gentil, simpática e generosa, outros muitos clientes que lhe chegarão. Não desperdice mais oportunidades de benefícios presentes por causa de decepções passadas.

No ambiente de trabalho, são freqüentes as oportunidades de desentendimentos e conflitos de opiniões. Muitas pessoas não sabem criticar de forma respeitosa e produtiva. Chefes não sabem a maneira correta de tratar seus colaboradores, e colegas muitas vezes extrapolam em comentários maldosos e competições que ferem a ética. Mas, embora erradas, essas coisas existem e temos que aprender a conviver com elas, sob pena de nos transformarmos em “ressentidos crônicos”.

Quando você sente uma raiva profunda de alguém, essa raiva pode ser expressa abertamente ou não. Geralmente a pessoa ressentida guarda essa raiva para si mesma no subterrâneo da sua mente, passando assim a curti-la de uma forma silenciosa e persistente.

Por essa razão, o ressentimento é comparado a uma brasa ardente que você segura por um longo tempo, com a intenção de jogar em outra pessoa, enquanto queima a sua própria mão. Shakespeare disse, de certa feita, que “guardar ressentimento é como tomar veneno, esperando que o outro morra”.

Todas as vezes que sentir raiva, não tente camuflá-la. Não tenha vergonha dela. Em vez disso, tente racionalizar e perguntar a você mesmo o que teria realmente acontecido para provocar tanta raiva em você. Qual área do seu ser foi mais atingida pela ação da outra pessoa? Assim, você descobrirá que quem criou esse sentimento foi você mesmo. E só você pode mudar isso.

Você nunca deve se esquecer de que não mudará a maneira de agir das outras pessoas. Mas que está sob sua única responsabilidade mudar a sua maneira de reagir frente às ações dos outros. Quando você perdoa os maus tratos dos outros não significa que aceitou o comportamento errado que o magoou, nem que abriu mão de seus princípios e valores.

A mágoa e o ressentimento geralmente tiram sua alegria de viver; tornam você uma pessoa amarga, fofoqueira, hipocondríaca, mesquinha e desagradável. Sua capacidade de criar empatia é zero!

O antagonismo também é par constante do ressentimento. Aquele que se ressente por sentir-se feio, passa a odiar a beleza; o que tem mágoa por ser pobre passa a demonstrar raiva dos ricos; o medíocre desenvolve raiva por tudo e por todos, e assim sucessivamente. Esses problemas vão se acumulando até que você se surpreende um dia com depressão, solidão e graves problemas de saúde.

Decidindo-se a mudar a sua vida e dar novo impulso à sua carreira profissional, os antigos ressentimentos e frustrações tendem a diminuir, tornando seus relacionamentos mais agradáveis e produtivos. Tente identificar o que está por trás dessa sua tendência ao ressentimento. Será que você não se deixa dominar e mover pelo orgulho, egoísmo, inveja, vaidade, desejo de vingança? Identificando a causa do problema, você já estará a meio caminho da superação dele.

O ideal é você aproveitar todas as situações de conflito em sua vida para descobrir onde deve modificar-se e onde deve reforçar seu comportamento. Assim, quando uma situação semelhante ocorrer, você saberá como lidar com ela.

Procure colocar o agradecimento no lugar da insatisfação. Sempre que vier à sua mente o sentimento de mágoa, de tristeza ou de frustração, imediatamente fixe sua lembrança em algo que o faça sentir-se grato: a alguém, à vida ou até a Deus. Lembre-se de que você tem saúde, tem um emprego, tem uma família etc.

Desenvolvendo suas potencialidades, reconhecendo o valor que você tem e seu brilho pessoal, você se tornará mais seguro e não dará chance para que as más atitudes dos outros plantem o ressentimento dentro de você. A pessoa que se gosta e se valoriza não se melindra facilmente e não se desestrutura com qualquer palavra ou atitude descuidada de um chefe, cliente, colega de trabalho ou amigo.

Liberte-se para viver o agora. Esse é o tempo onde a vida acontece. O presente é resultante de tudo o que você já viveu e é nele que você irá plantar as sementes do futuro que almeja. Vença a tentação de recriar o passado em seus novos relacionamentos. Recomece hoje renovado!


* Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos especiais; consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de experiência em atendimento de excelência ao cliente.

 É preciso saber a hora de ir embora
Um emprego que reuna satisfação pessoal, aprendizado constante, ambiente agradável e ganhos financeiros é o sonho de qualquer profissional. Difícil é encontrar. Ainda assim, muitos passam anos e anos no mesmo lugar, sem tentar novas oportunidades.

De fato, pouca gente consegue perceber a hora certa de mudar de emprego. Dos que percebem, só uma pequena parcela transforma isso em ação. A maioria só busca uma nova ocupação quando está no limite do suportável, ou quando sente que pode ser demitida.

Nem sempre dá tempo. No mais das vezes, os profissionais descobrem que a situação está insustentável muito tarde e acabam demitidos, sem perspectivas de uma nova colocação.

Segundos os especialistas, isso acontece porque nos deixamos levar pelos salários e benefícios oferecidos pelo empregador, que nos trazem uma certa segurança, e esquecemos de investir no crescimento profissional.

Mas é sempre bom lembrar que a qualidade do emprego vai além de um gordo salário. É fundamental que o profissional possa se desenvolver no trabalho, possa crescer.

Enquanto houver esta chance, vale a pena continuar na empresa. Se, ao contrário, não aparecer a possibilidade de evolução, ou, pior, o funcionário mais ensina que aprende, a melhor coisa a se fazer é ir ao mercado em busca de uma nova posição.

Aqui vai uma dica de headhunter, aquele especialista em caçar talentos: o ideal é permanecer no máximo dois anos em cada função.

Neste prazo é possível atingir uma situação bastante confortável. Dá tempo, por exemplo, de dominar completamente os processos e as atividades da função. Depois disso, a mira deve se voltar para um cargo superior, ou para o mercado, se a porta da promoção não se abrir.

Qualquer que seja o momento, estar de olho sempre aberto para as chances do mercado é fundamental. Essa atitude, que deixa alguns profissionais desconfortáveis, não significa estar pronto para trair a empresa a qualquer momento.

Lembre-se: ela também avalia os passos da concorrência para poder traçar os seus. No caso do profissional, isso é que vai definir se a porta da rua será aberta um dia ou se ficará solidamente trancada. Caberá a ele a prerrogativa de definir a hora de ir embora.


 Empresas descartam a maioria dos currículos

Com o aumento no número de usuários de internet, torna-se cada vez mais comum o envio de currículo por e-mail. Mas grande parte dos currículos recebidos pelas empresas é descartada. 'De todos os currículos que recebemos, apenas 1 por cento rendem entrevista', diz Denise Moreira Asnis, diretora adjunta de desenvolvimento organizacional do BankBoston.

Além do fato da quantidade de currículos ser maior que o número de vagas disponível, isso também acontece devido a uma série de erros que os candidatos cometem na apresentação do currículo. O erro mais comum é o excesso de informação. Ao contrário do que muita gente pensa, o currículo deve ser o mais resumido possível. Informações que não estejam ligadas à área de interesse devem ser omitidas. 'O importante é que o candidato consiga demonstrar seus conhecimentos e deixe claro suas experiências na área desejada', explica Luciana Farisco, analista de recursos humanos da IBM.

As informações referentes à formação acadêmica não precisam incluir todos os níveis escolares. O ideal é começar pelo ensino médio. Já os conhecimentos em informática podem ser descritos de duas formas. Quem for apenas usuário, deve citar os programas que domina. Quem for da área, de programação ou desenvolvimento, deve informar o grau de conhecimento. Neste caso, é interessante também informar onde estudou e se possui certificado.

Um conselho importante. O candidato jamais deve enviar foto ou enfeitar o currículo com cores, letras exóticas ou ilustrações. Isso dificulta o recebimento do e-mail e não traz nenhuma vantagem na seleção.

É bom tomar cuidado também com o nome que se vai dar ao arquivo do currículo. Nunca use apenas 'currículo'. Salve o arquivo com seu nome. Isso facilita o trabalho de quem recebe os e-mail, pois ele não vai precisar renomear cada arquivo que chega antes de guardá-lo. Não arrisque salvar o currículo em Macintosh. Muitas empresas não possuem programas compatíveis, o que inutilizaria seu arquivo.

(Aqui vale um parenteses: 'os CVs podem ser salvos em Macintosh sim, desde que o programa utilizado seja de versões atuais com conversão para PC', lembra Márcio Roberto De Lucca, gerente de negócios sênior da CTBC Telecom. 'Eu utilizo o pacote do Office para Mac e transmito CVs e outros arquivos em Word normalmente, sem qualquer dificuldade de abertura pelos usuários de PC', diz)

Antes de enviar o e-mail não esqueça de passar um anti-vírus. Se seu currículo chegar com vírus na empresa, corre o risco de ser deletado imediatamente. No caso de querer enviar uma carta de apresentação, seja econômico. Não precisa contar toda sua vida. Resuma seus objetivos e agradeça a oportunidade. Esse texto deve ir no corpo do e-mail e não como outro arquivo anexo.

Algumas empresas têm resposta automática de recebimento de e-mail. Se a empresa para a qual seu currículo foi enviado não possuir esse recurso, não tente confirmar se o e-mail chegou ou não. Isso só atrapalha o trabalho de quem seleciona os currículos. Caso esqueça de enviar algum dado no primeiro currículo, não há problema em mandar um novo. Esclareça o erro e peça que apenas o último seja considerado.



Fonte: Site Canal Executivo


 Direitos do trabalhador Temporário
-Remuneração equivalente a percebida pelos empregados da mesma categoria da TOMADORA, calculada a base horária, garantida em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo;

-Vale Transporte, caso venha a optar pelo benefício;

-Jornada de Trabalho Igual a dos empregados da mesma categoria da TOMADORA, respeitados os limites das horas diárias e 44 (quarenta e quatro) horas semanais, e remuneradas as horas extras não excedentes de 2 (duas) horas diárias;

-Férias proporcionais de 1/12 avos por mês trabalhado acrescidos de 1/3 do seu valor;

-Descanso Semanal Remunerado;

-Adicionais de Insalubridade, Periculosidade e por trabalho noturno, quando houver;

-Gratificação de Natal (13º Salário) proporcional de 1/12 avos por mês trabalhado (ou, Fração Igual ou Superior a quinze dias);

-Fundo de Garantia por tempo de serviço;

-Proteção Previdenciária e Seguro Acidente do Trabalho nos termos da Lei Orgânica da Seguridade Social;

-Registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social, da sua condição de TEMPORÁRIO.
 Elaboração de um bom currículo pode garantir uma entrevista
Um currículo bem feito não é uma panacéia, mas facilita o caminho para conseguir entrevistas e ajuda a orientar os recrutadores. São enormes as chances de que um currículo mal feito seja relegado à pilha dos candidatos desinteressantes. Mas, se você conseguir produzir uma boa impressão, ele pode abrir portas.

Para fazer um bom currículo, é preciso tomar certos cuidados:

1) Não abuse da paciência do entrevistador
Seja conciso pois ninguém agüenta ler mais de três páginas. Para executivos jovens, uma página é suficiente. Executivos com mais tempo de carreira podem se estender mais e nestes casos, se o currículo for muito breve, parece que ele realizou pouca coisa. Use frases curtas e evite adjetivos. Deixe margens largas e não use letras muito pequenas, lembre-se de que a maioria dos recrutadores tem mais de 40 anos e já não enxerga tão bem.

2) Vá ao ponto
Quando se tem várias experiências anteriores, convém abrir o currículo com um sumário executivo no qual, em 30 segundos de leitura, o candidato exponha seu objetivo (exemplo: Cargo Executivo na Área Industrial ou Diretor/Gerente da Área Industrial) e relacione, em tópicos curtos, as experiências profissionais que justificam a pretensão. O sumário é desnecessário para quem só teve um ou dois empregos.

3) A propaganda é a alma do negócio
Recorra a softwares de editoração eletrônica e impressoras a laser para produzir um currículo bonito. Se sua aparência for boa, inclua uma foto. Se você foi promovido várias vezes, é importante enfatizar isso. Itens de sua carreira que não colaboram com suas ambições devem ser pouco enfatizados ou postos de lado. Inicie as frases com verbos de ação, como construí, reduzi, administrei, organizei etc. Não conte o porquê de ter deixado os empregos anteriores. Isso é assunto para a entrevista.

4) Cuidado com o português
Erros de ortografia, gramática e digitação causam péssima impressão. Peça ajuda a quem conhece bem as regras do português para revisar o texto.

5) Não se esconda
Certifique-se de colocar nome, endereço e telefone logo no início da primeira página. Currículos são lidos rapidamente e essas informações são fundamentais para você ser encontrado.

6) Evite
Números de RG ou de título de eleitor são informações irrelevantes. Também não se deve informar raça, religião e filiação partidária pois estes são assuntos que nada tem a ver com sua competência. Salários anteriores, pretensão salarial e referências só devem ser apresentadas na entrevista.

Os tipos de currículos

Há três modelos básicos, o currículo cronológico, o currículo funcional e o cronológico-funcional. Saiba quando usar cada um deles.



Cronológico: apresenta as experiências profissionais na ordem cronológica inversa (as mais recentes primeiro) e permite expressar os resultados que alcançou em cada emprego. É a mais apreciada pelos entrevistadores, porque dá uma visão geral do crescimento na carreira.


Funcional: destaca funções e não os empregadores. É o melhor modelo para quem mudou de emprego com freqüência, teve outras carreiras ou experiências curtas pois permite que essas informações, que não ajudam a conseguir o cargo pretendido, sejam pouco enfatizadas. Só no final se apresenta a relação cronológica dos empregadores.


Cronológico-Funcional: associa a ordem cronológica inversa dos empregadores com os cargos, realçando a experiência. É o modelo mais forte e comunicativo. É o mais adequado para quem teve uma carreira sólida e estável, e bastante experiência.

Como lidar com os pontos fracos

É possível minimizar suas fraquezas no currículo e, assim, aumentar as chances de ser chamado para uma entrevista. E, se você causar boa impressão no contato pessoal, os pontos fracos podem não fazer tanta diferença. Minimizar os defeitos é uma coisa, mentir é outra. Jamais inclua informações falsas, pois isso destrói sua credibilidade. Seguem algumas dicas:

- Ponto fraco: seus últimos empregos tiveram curta duração, depois de um longo período de estabilidade, ou não estavam relacionados com o cargo que você busca agora.

- Solução: escreva o currículo na ordem cronológica, em vez da ordem cronológica inversa. Elimine empregos mais antigos. Assim, o primeiro emprego a aparecer será aquele que você quer mostrar ou aquele em que ficou mais tempo. Ou use o currículo funcional.

- Ponto fraco: há grandes períodos de desemprego em seu currículo
- Solução: não inclua datas exatas de entrada ou de saída dos empregos. Mencione somente os anos. Mas esteja preparado para explicar o que aconteceu na hora da entrevista.

- Ponto fraco: você freqüentou uma universidade, mas não concluiu o curso
- Solução: nunca minta sobre suas qualificações. Mas você pode amenizar o ponto fraco dizendo que "estudou administração de empresas", embora não tenha se graduado. Descreva suas qualificações educacionais no final, não no início do currículo

- Ponto fraco: você tem mais de 45 anos
- Solução: não mencione a idade nem os anos que freqüentou a universidade e elimine empregos antigos sem relevância, para parecer mais jovem.

- Ponto fraco: você mora numa cidade mas quer se mudar para outra.
- Solução: empregadores hesitam em chamar candidatos de outras cidades. Providencie uma caixa postal ou um telefone de recados na cidade em que pretende trabalhar.



Fonte: Fonte: Como Conquistar um Ótimo Emprego, de Thomas
 Perguntas certas na entrevista de emprego
Na hora de ser entrevistado, por vezes, o candidato(a) não precisa e nem deve manter-se calado o tempo todo. Porém, para que não seja taxado de arrogante ou de inconveniente, é necessário que ele saiba fazer observações relevantes na hora oportuna.

Por isso, para ajudar você a ganhar pontos com o selecionador, vamos citar exemplos do que você poderá questionar.

SOBRE A EMPRESA
Quais os objetivos em curto e longo prazo da empresa?
Este tipo de pergunta demonstra que você é criterioso e deseja conhecer a companhia para a qual está se candidatando. Você passará a impressão de que não está desesperado para conseguir o emprego.

Como a empresa se distingue das concorrentes?
Saber qual é o diferencial da organização é essencial ara o profissional que deseja fazer um bom trabalho.

Quais são os planos da empresa para crescer no futuro?
Esta é uma estratégia muito boa para mostrar que você pensa além. Uma pessoa que se preocupa com o futuro da empresa é vista como uma boa profissional.

Quais são os problemas com que a empresa se defronta neste momento?
Um profissional que se interessa pelos problemas da empresa é diferenciado, conforme os critérios dos selecionadores. A tendência do ser humano é fugir de conflitos e por isso, demonstrar preocupação com dificuldades significa pró-atividade e facilidade em lidar com desafios.

A empresa realiza algum tipo de atividade sócio-cultural ou de voluntariado?
Perguntas desse tipo são sempre bem vindas para o selecionador, pois significam responsabilidade perante o desenvolvimento da cidade, estado ou país.

A empresa costuma apostar na formação dos colaboradores?
Não há nada mais justo que você saber se a empresa valoriza o seu quadro funcional, proporcionando-lhe cursos e especializações. Não tenha medo de questionar sobre esse assunto.

SOBRE A FUNÇÃO
Qual será a minha função dentro da empresa?
É sua obrigação esclarecer as suas atividades dentro da empresa, até porque somente dessa forma você saberá se a vaga está adequada às suas habilidades técnicas e psicológicas.

Quais os problemas inerentes à função?
Para o selecionador, uma pessoa que deseja saber sobre desafios é um profissional que tem iniciativa e não tem medo gerenciar crises e conflitos.



Fonte: da redação
 MUITO CUIDADO com falsos anúncios de vagas de emprego...
Centenas de empresas atuantes com a chamada ´recolocação profissional´ anunciam falsas vagas em jornais, para captarem currículos e chamarem candidatos em seus escritórios.

Os candidatos, desesperados atrás de um emprego, acabam sendo enganados e se descolam até essas empresas. Ao chegarem em tais empresas, são bombardeados com falsas promessas de emprego. Os consultores que o atendem (na verdade são simples vendedores) vendem que em suas empresas existem milhares de vagas fornecidas por empresas parceiras e que o seu perfil profissional condiz com ´algumas dessas vagas disponíveis´. Tudo mentira. Na verdade, tais empresas possuem poucas vagas, ou quase nenhuma. Enganam os profissionais, fazendo-os adquirirem seus serviços caros e ineficientes. Procure antes de contratar uma dessas empresas, saber se elas tem processos junto ao Procon, a grande maioria dessas empresas tem diversos processos.

Tome muito cuidado com esses falsos anúncios, ao ser chamado para entrevistas, não se iluda e procure saber direitinho de que empresa se trata.

Não seja bobo, utilize a Internet para buscar suas vagas de emprego, é muito mais barato e com muito mais resultados.Cadastre-se em nosso site é rápido e não tem custo algum para você.



Fonte: Da redação
 5 dicas importantes para Entrevistas de Emprego
1. Faça uma lista de todas as questões podem lhe ser feitas durante aentrevista. Lembre-se de perguntas que já lhe foram feitas em outras ocasiões, ou das experiências vividas por seus amigos e familiares. Para cada questão, escreva uma resposta simples. Isso ajuda a lembrar as respostas, na "hora agá". Peça a alguém para lhe ajudar a escrever e a praticar as respotas, se julgar necessário.

2 - Conheça as suas fraquezas. Quais os requisitos solicitados na vaga que você acha que faltam na sua experiência atual? Quais as habilidades que você SABE que não tem? Quanto e o que está disposto a revelar? Pense nisso e também escreva. E verifique a possibilidade de tocar no assunto ANTES que lhe seja perguntando. Inclua no meio da entrevista, compensando esta fraqueza com uma qualidade.

3 - Estude detalhadamente o seu CV para saber o que responder sobre os "pontos críticos" da sua carreira (e todos nós os temos!). Por exemplo, se você parou de trabalhar por dois anos e retomou a carreira depois desse período, explique o período de ausência. E pode falar a verdade: fiquei em casa para dar atenção à família; viajei dois anos; aproveitei a demissão do outro emprego para repensar minha carreira e me reciclar. Mostre que você só não teve vínculos empregatícios, mas continuou "crescendo".

4 - Fale de sua carreira como uma sucessão de sucessos. Assim, esqueça as desavenças com chefes, as rusgas com colegas de trabalho e tenha foco nas suas realizações. "Na empresa Y, gerenciando a equipe de Marketing, obtivemos um incremento de Vendas de 5% no trimestre, ao mesmo tempo em que economizamos 15% na verba de divulgação". Deixe espaço para os insucessos, mas para dizer como você se sentiu a respeito deles. Não ponha a culpa em ninguém, nem mesmo em você. Apenas relate:" "Bem, no 2o. trimestre, esperávamos crescer mais 5%, a campanha foi maravilhosa, mas a reação do público não aconteceu. Talvez o impacto de algumas medidas econômicas", etc...E finalize: "No entanto, de modo geral, a campanha foi vitoriosa porque consolidamos nossa marca no mercado".

5 - Faça perguntas O entrevistador tem muito interesse nas perguntas feitas pelo entrevistado, porque elas demonstram o grau de comprometimento com o potencial empregador. Só evite aquelas que podem deixar o entrevistador numa situação sem saída.



Fonte: Site Bumeran.com.br
 Como se vestir para entrevista de emprego.
A regra de que a primeira impressão é a que fica é ainda mais verdadeira para quem está em busca de emprego. Além do jeito como o candidato se porta e fala de suas habilidades, a forma como ele se apresenta também é avaliada pelos recrutadores. Alguns figurinos podem garantir uma imediata impressão negativa do entrevistado, ofuscando todas as qualidades profissionais que poderiam ser relevadas na entrevista. Mas, com que roupa se apresentar?

João Pedro Caiado, especialista em recursos humanos e presidente da empresa de headhunter e outplacement Human Development Organization, afirma que o candidato que está vestido formalmente nunca está errado, mesmo quando a entrevista ocorre em ambiente informal. Segundo ele, as duas palavras chaves no quesito traje é terno para os homens e tailler para as mulheres.

"É importante lembrar que as empresas adotam comportamentos e trajes de acordo com sua cultura interna e estes podem variar de uma para outra. Empresas multinacionais, porém, tendem a ser mais conservadoras quanto ao quesito avaliação do perfil visual dos candidatos no momento da entrevista", afirma o especialista.

Independentemente do cargo almejado e do tipo de empresa, alguns itens de roupas e acessórios devem ser evitados, como gorros, minissaias, camisetas estampadas e até sapato muito gasto. "Na maioria das empresas há um senso comum que diz o que deve ou não ser usado numa entrevista de emprego", explica Caiado.

Como não há uma segunda chance para causar uma boa impressão, o especialista em RH dá algumas dicas do que não se deve usar em uma entrevista.

O que não usar numa entrevista:

Pasta de elástico com seu currículo. No lugar use uma maleta ou pasta-portfólio;

Óculos de sol no alto da cabeça ou fones de ouvido no pescoço. Guarde qualquer aparelho que esteja usando;

Roupas coloridas ou brilhantes. Exceto em empresas informais;

Roupas largas ou apertadas demais. Considere como um investimento pessoal comprar uma boa roupa para as entrevistas - e que seja do seu tamanho.

Sapato inadequado. Nem pense em tênis, sandálias ou qualquer tipo de sapato aberto.

Não exagere na loção pós-barba, perfume ou colônia. Lembre-se de que há pessoas que têm alergia a determinados aromas - e o entrevistador pode ser uma delas.

Cuidado com roupa nova. Retire todas as etiquetas e lembre-se de cortar o alinhavo que mantém os bolsos do paletó fechados.

Evite piercings e tatuagens visíveis;

Roupa amassada ou suada. Se necessário, tenha à mão outra camisa para a ocasião.

Dicas que fazem a diferença para mulheres
Quadril largo - use colares, lenços e decotes para chamar a atenção para a parte de cima

Pernas Grossas - prefira roupas mais escuras, sempre no tom da saia

Pernas Finas - abuse de calças de cores claras e estampadas. Evite calças justas

Busto Grande - use blusas mais soltas, blazer de gola fina, sem muitos botões e enfeites

Pouca estatura - não use roupas com detalhes horizontais de uma só cor. Não use cintos contrastantes. Escolha sapatos leves e delicados, não de saltos exagerados.

Muita estatura - Não use uma só cor nas roupas. Abuse de acessórios grandes e cintos largos

Mais gordinhas - prefira calças de corte reto e blazers na altura dos quadris. Não use ombreiras nem roupas com bolsos grandes próximos aos seios. Use apenas peças com listras verticais e estampas pequenas com fundo escuro. Cores escuras disfarçam o excesso de peso e túnicas e camisões escondem a cintura e os quadris. Não use cintos.

Dicas que fazem a diferença para homens

Terno: Não feche o último botão. O ideal é que a manga termine na ponta dos dedos

Calça: Deve chegar até a metade da altura do calcanhar do sapato

Jeans: Combina apenas com blaiser esportivo, em ambientes informais

Meias: Devem combinar com o conjunto de cores do vestuário

"Seguindo estas dicas, não há como comprometer a entrevista de emprego do candidato com reparações e avaliações negativas por motivo de escolha de vestuário", conclui Caiado.

Assista ao vídeo clicando no link a seguir da consultora de imagem Silvana Biachini onde explica numa entrevista em vídeo como a apresentação pessoal ajuda na construção do sucesso profissional.

http://p.mm.uol.com.br/canalexecutivo/02060003_128.asf



Fonte: Canal Executivo